De vendedor de consórcio porta em porta a aspirante a banqueiro.
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De vendedor de consórcio porta em porta a aspirante a banqueiro.

Há cerca de 20 anos, Sebastian Costa, tirou do papel seu sonho e fundou a sua primeira empresa. Com DNA empreendedor logo já era dono de 3 novas empresas. Uma dessa empresa é do setor financeiro, hoje e considerada , a sexta maior empresa de Soluções Financeiras do país.

A CredEX Financeira, com sede em Alpaville  – SP, cresceu de 2014 para 2017 nada menos que 45%. É evidente que ter uma empresa que oferece dinheiro em tempos de crise é quase como vender água no deserto. Mas o crescimento alto, de até três dígitos percentuais, ocorre pelo menos desde 2011, ou seja, antes de as coisas ficarem realmente feias no Brasil.

Empresários com visão de negócios.

Ter alta lucratividade por vários anos não é para qualquer um. Há um nome específico para isso: empreendedor de alto impacto. Sebastian  tem pelo menos três das características comuns a esse grupo, de acordo com pesquisa Endeavor: sonha alto, é otimista e se preocupa muito com gestão de pessoas. Sem ensino superior, boa parte do que aprendeu foi na prática.

— Sou formado em vendas de porta em porta. Tudo que aprendi lá na Remaza apliquei na CredEX em uma época em que isso ainda não era comum nesse setor de consignado — conta.

Outro aprendizado é o investimento em treinamentos e em um bom plano de participação nos lucros para os 400 funcionários.

— Quando vi meus colegas ganhando prêmios de mil euros por desempenho, uma fortuna para mim na época, defini que o próximo a receber seria eu — conta.

Além do crédito consignado, seu principal produto, eles passaram a apostar em outros como crédito pessoal, consórcios, refinanciamentos imobiliários e de veículos, seguros e consultoria.

Pode parecer história de gente com pelo menos cinco décadas de vida, mas Sebastian tem só 40 anos. Até onde quer chegar? Vai ser um banqueiro daqui a dez anos?

— Olha, penso que sim. Estamos pedindo autorização para abrir uma financeira, já estamos preste a abrir nossa propria administradora de consorcio, e o último passo antes de virarmos um banco — diz com naturalidade.