Planejando financeiramente a educação superior
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Planejando financeiramente a educação superior

Antigamente, a maior preocupação dos jovens era passar no vestibular. Hoje, com a concorrência cada vez maior, estudar numa universidade gratuita é privilégio para poucos, e além de passar no vestibular, o estudante precisa saber como vai pagar pelos estudos. E estudar custa caro, muitas vezes, a mensalidade das universidades equivale a renda inteira mensal da família.

Além da mensalidade, ainda é preciso arcar com livros, transporte, alimentação, entre outros gastos. Esse valor, geralmente é responsabilidade dos pais, que precisam poupar mais de R$100 mil para arcar com o ensino superior de cada filho. Se o desejo for bancar os estudos dos filhos em uma universidade do exterior, o valor a ser despendido é ainda maior. Por isso, o planejamento deve ser iniciado desde o nascimento do filho e para tal, muitas instituições financeiras criaram aplicações específicas para esse fim. Com prestações de aproximadamente R$150 mensais, aplicadas durante 18 anos, é possível garantir R$1.500,00 mensais durante os quatro anos de faculdade (considerando reajustes e o rendimento da aplicação).

Para quem sonha com algo mais ambicioso e deseja mandar o filho para estudar no exterior, o fundo cambial pode ser uma boa alternativa, já que se poupa na moeda em que se vai pagar as mensalidades. O recurso flutua de acordo com a cotação da moeda, podendo valorizar com a alta mas também desvalorizar, se houver baixa no câmbio. Por isso, só vale a pena se for mesmo para bancar um gasto no exterior.

Caso os pais não tenham tido a oportunidade de poupar esse montante antes do filho atingir a idade de prestar o vestibular, ainda podem contar com outras alternativas, como as linhas de crédito. Muitas escolas possuem suas próprias linhas de financiamento, que provêm de doações de outras instituições, como fundo de financiamento aos alunos que não podem pagar integralmente pelos estudos. Essas linhas de crédito são corrigidas pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) e o pagamento do financiamento é feito após a formatura do aluno.

Outra fonte de financiamento bastante usada no Brasil é o FIES (Fundo de Financiamento Estudantil), um programa do Ministério da Educação destinado a financiar a graduação de estudantes matriculados em instituições não gratuitas. A solicitação do recurso pode ser feita em qualquer época do ano e a taxa de juros é de 3,4% ao ano para todos os cursos.

Se a universidade escolhida não tem sua linha de crédito própria e o recurso será solicitado quando o estudante já está na idade de entrar na universidade, o ideal é buscar por alternativas que ofereçam longos prazos para pagar e parcelas pequenas pois, para quem está em início de carreira, o período é de instabilidade e salários menores.

Para quem tem um patrimônio para oferecer como garantia, pode conseguir taxas mais baixas e um prazo mais longo para pagar. É o caso do empréstimo com garantia imobiliária. Nessa modalidade, o valor solicitado não deve ultrapassar 50% do valor total do imóvel e as mensalidades não podem comprometer mais que 30% da renda bruta do solicitante, mantendo sua saúde financeira. As taxas de juros são atrativas, cerca de 1,15% ao mês, e os prazos esticados para a quitação do financiamento. Por exemplo, se a família possui um imóvel no valor de R$200 mil, pode solicitar R$100 mil de crédito, garantindo os estudos com tranquilidade e pagando as parcelas em até 15 anos. Assim, o próprio universitário, a medida em que for conquistando lugar no mercado e consequentemente, possuindo recursos próprios, poderá auxiliar no pagamento de seus estudos, evitando deixar a responsabilidade inteiramente por conta dos pais.

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